Carta aos educadores da Rede Santa Catarina

Encontro de Educadores 2026 | Desenhar novos mapas de esperança

Queridas educadoras e queridos educadores,

É com o coração cheio de alegria que acolhemos cada um de vocês para o nosso Encontro de Educadores 2026. Neste ano, somos convocados a uma missão urgente e luminosa: “Desenhar novos mapas de esperança”. Inspirados pela recente Carta Apostólica do Papa Leão XIV, celebramos hoje não apenas o 60º aniversário da Gravissimum Educationis, mas a vitalidade de uma herança que nos recorda de que a educação não é uma atividade acessória; ela é a própria trama de um Evangelho que se torna gesto educativo e relação. Estamos aqui para celebrar nossas boas práticas e, acima de tudo, para renovar o compromisso com uma educação que faz sentido por colocar a vida em abundância no centro de cada sala de aula.

Vivemos em um ambiente complexo e fragmentado, mas é precisamente nesta “noite” que nossas escolas devem ser o farol que guia a navegação. Educar na Rede Santa Catarina é assumir um ofício de esperança. Não ensinamos apenas conteúdos; geramos um “nós” educativo em que a sinceridade do nosso coração toca o coração do estudante, lembrando-nos de que ninguém educa sozinho e que a verdade é uma busca comunitária.

O ofício docente é, essencialmente, um ato de amor que conserta o tecido rasgado das relações. Ensinar e aprender com nossos estudantes exige de nós coragem e otimismo, mas, antes, o desejo de estar com cada um deles. Para que nossas escolas façam sentido hoje, precisamos ser educadores que não apenas transmitem saber, mas que despertam o desejo pelo conhecimento e acompanham as perguntas, sem banir as dúvidas. A autoridade que exercemos não é domínio, é serviço; é a mansidão que escuta antes de querer ser ouvida.

Inspirados pelo Papa Leão, nossos “novos mapas” pedem que coloquemos a pessoa acima do algoritmo. Em um tempo de hiperdigitalização, a tecnologia deve ser um raio de luz que penetra a janela, mas nunca o substituto para a poesia, o amor e a alegria da descoberta. Precisamos educar para o “digital humano”, formando cidadãos que saibam usar a inteligência técnica sem perder a inteligência espiritual e ecológica, cuidando da nossa casa comum com a mesma ternura com que cuidamos de um aluno que sofre.

A educação católica na nossa Rede deve ser um laboratório de inovação e testemunho profético. Não podemos nos contentar com o “sempre foi assim”, que estagna e paralisa; devemos fazer fluir o saber e, por isso, irrigar as novas realidades. Desenhar novos mapas significa ousar um humanismo integral que habita as questões do nosso tempo, como a paz, a justiça social e a solidariedade. Nossas escolas serão relevantes enquanto souberem ser pontes no lugar de muros.

Nesta mostra de boas práticas, vemos o Espírito em ação por meio de cada um de vocês. Peço-lhes que, ao retornarem para suas Casas, vocês sejam porta-vozes do bem criativo que somos capazes de fazer juntos.

Sejamos, como nos exorta o Santo Padre, “coreógrafos da esperança”, criando novos movimentos no Espírito que transformem mentes e aqueçam corações.

Que este encontro seja o combustível para que cada escola da Rede Santa Catarina brilhe em favor dos nossos estudantes e respondendo às perguntas do tempo. Que Regina e Catarina nos inspirem na arte de educar para a fraternidade que consolida a justiça. Vamos juntos, com mais amor, desenhar novos mapas de esperança seguindo os passos do Divino Mestre.

Com afeto e gratidão,

Paulo Aquino

Diretor Corporativo de Educação

ENTRE OLHARES, CRIANÇAS E PROFESSORAS

A fotografia como instrumento de investigação pedagógica

No 1º semestre de 2025, criamos um percurso de formação para educadoras da Educação Infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental da Rede Santa Catarina. Nele, a fotografia foi escolhida como instrumento de investigação da prática pedagógica. Durante seis encontros, aprofundamos o uso da imagem como ferramenta para observar e documentar as descobertas da infância e, por isso mesmo, qualificar a própria prática pedagógica.

O desafio da formação online – em permanente estado de ateliê – foi o de manter a nossa “criança interna” viva, manter vivo no adulto esse olhar curioso para aprender a olhar o mundo como a criança vive o cotidiano, como conversa com os bichos, com as plantas e o céu, no seu próprio ritmo e movimento, e interage com o universo a sua volta.

A fotografia – como arte e linguagem formadora – nos convida a observar, registrar e comunicar processos e inventividades que a criança realiza no seu cotidiano. Se tivermos o olhar sensível para as infâncias, podemos usufruir daquilo que elas nos trazem e, assim, dar novos significados às nossas práticas pedagógicas.

Esses processos, aqui visíveis, nos contam como as meninas e os meninos veem o mundo, como vão gerenciando a sequência de estratégias na resolução de problemas que vão se apresentando e de que maneira abordam obstáculos, criando modos e cenários novos de exploração, na forma de jogos e brincadeiras. Ao realizarmos esses registros com imagens e palavras, abrimos caminhos para escutar e nos aproximar com mais profundidade do que essas meninas e esses meninos pensam e sentem em relação ao mundo que os rodeia.

As análises e reflexões que advém do compartilhamento dessas investigações pedagógicas, quem sabe, possibilitarão ampliar nossa compreensão sobre cada criança e mudar nossa visão sobre as infâncias, muitas vezes condicionadas a modelos teóricos e midiáticos que apresentam a infância de maneira idealizada, além de mudar a nossa própria docência.

A fotografia como uma linguagem da investigação pedagógica é para isso. Para notar, anotar e dar visibilidade ao que está invisível aos nossos olhos. E, depois de fazermos as fotos, em um outro tempo, depois de um dia de trabalho na escola, vamos aprofundando nosso olhar.

Porque ficarão impregnados nas fotos aquele detalhe, aquela ação minuciosa da criança, que pede uma observação mais detalhada, além de uma interpretação profunda por meio da leitura daquelas imagens cotidianas.  

A fotografia vai revelar, na diversidade dessas imagens, que cada criança é uma criança. E que cada escola é uma escola. E que cada cidade é uma outra realidade. Então, temos que prestar atenção e desenvolver essa observação atenta, não só sobre o que elas falam, mas também sobre a diversidade de seus gestos e olhares, por meio de todos os seus movimentos na escola.

A mostra fotográfica Entre Olhares, Crianças e Professoras nos oferece vários pontos de encontros possíveis entre olhares, na interação desses dois sujeitos e suas curiosidades, por meio das imagens. Nesses encontros, feitos de forma ética e afetiva, vamos encontrar várias maneiras e histórias de aprender em meio à vida.

André Carrieri / maio de 2025

LOCALIZAÇÃO

Rodovia Régis Bittencourt, km 292,5
Itapecerica da Serra – SP
Telefone: (11) 3382-3900
WhatsApp: (11) 98786-0302
hotelterrasaltas.com.br

COMO CHEGAR?

FOTOS DO LOCAL

FALE CONOSCO

Se quiser saber mais, tiver alguma dúvida ou quiser compartilhar sugestões, críticas ou elogios sobre o Encontro de Educadores 2025, fale com a gente! Vamos adorar ouvir você.

Os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório!